Postado 17 de dezembro de 2018

Viagem de avião com 2 anos: o que muda agora?

Meu bebê viajante agora é um menininho viajante! E agora? Como fica a viagem de avião com 2 anos nesta nova etapa?

Fizemos o nosso primeiro vôo da volta ao mundo – do Rio de Janeiro para Amsterdam – na véspera do aniversário de dois aninhos do Vicente. A escolha da data teve dois motivos: dar a viagem como presente e economizar a diferença que já sabíamos que existiria no custo da viagem quando a criança completa dois anos.

A partir daí, várias mudanças foram se revelando durante a viagem, em decorrência da nova idade do nosso filho. Pensando nesse tema e em tantas dúvidas que ele gera, a nossa colaboradora Flávia Sphair,  reuniu todas essas mudanças e as melhores dicas para os pais de crianças nesta fase no post que você vai ler abaixo.

Uma das maiores dúvidas das famílias é a transição do que chamo de categoria, para viagens com crianças a partir de 2 anos. Neste momento, seu pequeno(a) já não é mais um bebê e se torna oficialmente uma criança para as empresas de aviação, o que irá durar até seus 11 anos.

E com isso, existem algumas mudanças.

Li alguns dados, informações e consultei as principais cias aéreas brasileiras para trazer alguns esclarecimentos. Aqui vão boas informações para vocês viajarem mais tranquilos nesta nova fase:

O que realmente muda?

> Agora é obrigatório a criança ter um assento próprio. Ainda que seu filho(a) seja “miudinho”, que o vôo seja curto e possa levá-lo no colo, isso não é mais permitido. Portanto, você pagará um valor de passagem para seu filho(a), mas com desconto. Ela geralmente é um pouquinho mais barata que a tarifa adulto (em torno de 70-80% do valor regular).

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Caso a criança complete 2 anos durante a viagem, existem duas opções. Primeira: você pode comprar passagens separadas, a ida como prioridade no colo (pagando apenas as taxas de embarque) e a volta a tarifa com o assento próprio. Já a segunda é pagar o valor total da tarifa infantil nos dois trechos. Analise bem antes, pois a viagem completa pode ser até mais barata que a compra separada, dependendo do caso.

A parte boa é que a criança tem direito à bagagem de mão de até 10kg, como qualquer outro passageiro. A do meu filho, em nossa última viagem, foi seu próprio assento de elevação (booster) para nossos passeios de carro.  As  roupas dele estavam junto com as minhas, foi a nossa mala.

> O uso e despacho do carrinho de bebê / bebê conforto já não é mais gratuito em quase todos os casos. Vale a pena questionar a empresa que você contratou sobre este caso, mas em geral, você deverá pagar pelo despacho, contratando a franquia de bagagem. Você ainda pode utilizá-lo no aeroporto até a porta do avião, mas terá que pagar a taxa (até porque você estará com ele no balcão de check-in, e sendo obrigatório realizá-lo pessoalmente no caso de crianças, a pessoa que lhe atender fará esta verificação – confira o post completo deste assunto).

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> A criança poderá não ter mais prioridade para realização do check-in ou do embarque. Isso é um ponto um tanto complexo, e envolve o que a legislação trata como prioridade, tanto que já fizemos também um post para falar apenas deste ponto, com resposta de algumas Cias Aéreas consultadas.

Para dar uma prévia: a lei brasileira menciona prioridade para crianças de colo, o que pode ser muito relativo. E a mesma lei não é aplicada no mundo todo, há diferença entre países, e em alguns a prioridade não existe nem mesmo antes dos 2 anos. Mas ainda assim, pode existir um benefício ou um serviço especial para famílias com crianças pequenas. Dá uma olhadinha no post que está tudo explicadinho!

O que não muda?

A documentação continua a mesma. Certidão de Nascimento ou RG. E em resumo:

Viagem nacional: pode viajar com apenas um dos pais ou responsável legal, ou com uma autorização de viagem no caso outra pessoa.

Viagem internacional: precisa de passaporte, com visto (se aplicável). Com ambos os pais, ou com autorização de viagem do pai/mãe ausente, ou de ambos, no caso de outra pessoa.

> Crianças até 5 anos ainda devem viajar acompanhadas de um adulto responsável, seguindo todo o protocolo. Como informação, apenas após esta idade ela pode viajar desacompanhada. Para isso, pode-se utilizar serviços de acompanhamento da companhia aérea.

Dicas extras para relembrar ou te ajudar!

> Fique atenta(o) as regras das companhias e de cada destino: Regras de empresas podem ser diferentes, assim como regras de alguns países. Na África do Sul, por exemplo, eles exigem comprovar filiação de crianças e não apenas o passaporte, mas a certidão de nascimento é obrigatória. E nem sempre aceitam RG, varia de quem vai estar na imigração.

No caso das empresas, um dos exemplos é que pode existir limites para viajar com várias crianças. A portuguesa TAP informa que cada adulto pode viajar no máximo com quatro crianças (dos 2 aos 11 anos) ou com uma criança e um bebê (menos de 2 anos).

Cada empresa possui suas suas regras, especialmente considerando a legislação de seus países de origem. Não se esqueça de consultar a página de Viagem com Crianças da companhia escolhida e tirar todas as suas dúvidas na central de atendimento. Garante que seu avião decole com todos vocês dentro dele!

> Você pode pedir refeições especiais. Solicitando previamente, é possível pedir uma refeição específica de cardápio kids na maioria das empresas. Isso também pode garantir que seu filho seja atendido antes do serviço de bordo regular (afinal eles ficam ansiosos, especialmente se a fome já chegou).

> Não se esqueça da diversão. As crianças podem aproveitar o entretenimento de bordo e assistir filmes e desenhos no avião, mas não dependa apenas dele. Leve brinquedos e atividades práticas, de pouco volume e aproveite para desfrutar deste momento junto seus pequenos. Livros de colorir + giz de cera (melhor que lápis, não precisa apontar), massinha, brinquedos sem som e pequenos são boas pedidas. Bichinhos de pelúcia ou pequenos travesseiros que são seus “cheirinhos” são muito bem vindos também.

Não é tão difícil tornar nossos filhos desbravadores deste mundo, não é? E se você já passou pela experiência ou tem alguma dica extra, compartilha sua experiência aqui, para mais famílias viajarem mais e melhor!

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Texto de Flávia Sphair, colaboradora Mãe no Mundo e que também esta no Blog/Instagram Turismo em Família 

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